Dicas de planejamento de refeições para otimizar o seu tempo

Com os novos hábitos desenvolvidos durante a pandemia, a necessidade de planejamento de refeições ficou ainda mais importante.

O home office trouxe as refeições para dentro de casa, o que acabou gerando um trabalho adicional, principalmente para quem tem filhos. Afinal, já são tantas variáveis a administrar com as crianças quando se trabalha em casa, não é mesmo? Chega a parecer evitar a praticidade dos alimentos industrializados.

Mas será que dá para manter a qualidade da alimentação cozinhando em casa? Como podemos fazer isso de forma prática, sem sacrificar a produtividade do trabalho?

A boa notícia é que dá sim para ter saúde e praticidade na mesa ao mesmo tempo. Basta organização e conhecimento de algumas técnicas fáceis de serem aplicadas no dia a dia.

Sobre o tema, conversamos com a nutricionista e mestre em Endocrinologia Maristela Rech, que atua na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Durante a pandemia, Maristela e outras profissionais da saúde criaram um grupo de atendimento online que propõe práticas integrativas à saúde. Além de Maristela, participam do grupo uma personal trainer e uma instrutora de yog. Nesse sentido, a atuação das profissionais leva em consideração três pilares básicos: dieta equilibrada, ganho e manutenção muscular e gestão emocional. De acordo com as profissionais, esses são pontos de fundamental atenção para quem deseja manter a qualidade de vida.

A seguir, confira os principais pontos desse bate papo!

Como fazer um planejamento de refeições saudável?

Um dos principais pontos a observar por quem deseja planejar refeições saudáveis com praticidade diz respeito à conservação dos alimentos. Isso porque muitas pessoas acabam deixando de consumir legumes por serem perecíveis, sem saber que há técnicas que permitem a sua conservação.

Nesse sentido, Maristela destaca o processo de branqueamento de vegetais. Segundo a nutricionista, essa técnica prolonga a vida dos alimentos, permitindo que fiquem congelados até seis meses em embalagens fechadas, perdendo bem pouco do seu valor nutricional.

Para Maristela, o branqueamento é uma técnica excelente para a durabilidade dos alimentos.

 “Sempre que um alimento é manipulado, ocorre alguma perda de seu valor nutricional, seja ao descascar ou cortar uma fruta ou um legume, por exemplo. Da mesma forma, no branqueamento, também haverá alguma perda de nutrientes, porém essa perda será mínima, desde que, é claro, o processo seja bem feito”, explica a nutricionista.

Como é realizado o processo de branqueamento dos vegetais?

Segundo Maristela, o primeiro passo é picar os vegetais e colocá-los em água fervente por poucos minutos, o suficiente apenas para ficarem tenros. Ou seja, não totalmente cozidos, mas também não crus.

Quando os vegetais estiverem nesse ponto, é o momento de retirá-los da água fervente e, imediatamente, colocá-los em um recipiente com água gelada e gelo. Dessa forma, consegue-se parar imediatamente o processo de cozimento.

O segundo passo do processo é retirar os vegetais da água gelada e secá-los, com um pano de cozinha ou papel-toalha. Depois de secos, é só armazená-los em algum recipiente com tampa (sem adicionar nenhum tempero, nem mesmo sal) e guardá-los no freezer por até seis meses.

Com quais vegetais se pode fazer o branqueamento?

É possível fazer o branqueamento com a maioria dos vegetais que utilizamos com mais regularidade.

“Cenoura, batata, couve-flor, abobrinha, brócolis, aspargos, vagem e vários outros que fazem parte do nosso dia a dia são propícios ao branqueamento. Para facilitar a sua vida, uma dica é que você faça porções pequenas, exatamente do tamanho de uma refeição, para descongelar somente no momento que for consumir. Lembrando que, para otimizar ainda mais o tempo, você pode fazer todos os preparos de uma vez só, como nos finais de semana, por exemplo”, sugere a nutricionista.

Maristela utiliza as práticas integrativas à saúde também em seus atendimentos no consultório. Muitas pacientes a procuram com o objetivo de perder peso por meio de uma dieta equilibrada aliada à prática de exercícios físicos. Nesse sentido, a nutricionista ressalta a importância da qualidade da alimentação no processo de emagrecimento.

“De nada adianta você ter a disciplina para realizar uma atividade física e ingerir alimentos inadequados ou cujos nutrientes se perderam. Isso poderá comprometer todo o seu tratamento, pois quando não há os nutrientes necessários, não ocorrerão as reações químicas necessárias no seu corpo para que você consiga ativar o metabolismo e ganhar massa magra.”

Quando o branqueamento de vegetais não é indicado?

Segundo Maristela, os folhosos que comemos crus, como alface, rúcula e outras verduras, não são adequados para o processo de branqueamento.

“Você até consegue congelar a couve, para fazer o seu suco verde ou utilizá-la em refogados, por exemplo. Mas folhas que costumamos comer cruas na salada não resistem a esse processo. Por isso, é tão importante fazer o branqueamento dos legumes, pois, dessa forma, você consegue ter uma quantidade grande de nutrientes mesmo não comendo vegetais folhosos”, explica a nutricionista.

É claro que as situações devem ser avaliadas separadamente, considerando as peculiaridades de saúde de cada um.

“Se estamos lidando com um paciente que apresenta constipação intestinal, por exemplo, não há como essa pessoa deixar de consumir vegetais folhosos, pois são esses vegetais que ativarão o trânsito gastrointestinal. No entanto, se esse paciente for um idoso ou pertencer a algum outro grupo de risco, há como evitar as idas frequentes ao supermercado para comprar alimentos frescos. Nesse caso, podemos utilizar o branqueamento dos vegetais e suprir a carência dos folhosos com alguma fibra sintética para auxiliar na regulação intestinal”.

Se você tem dúvidas, ou deseja mais informações a respeito desse ou de outros temas relacionados à saúde e qualidade de vida, deixe abaixo os seus comentários. Siga também nosso Linkedin, Instagram, Facebook e Twitter, e faça parte da ElasBank, o neobank feito para elas!

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