Inflação e taxa de juros: qual a relação?

Afinal, qual a relação entre a inflação e a taxa de juros da economia?

Para entender os efeitos da inflação no seu dia a dia, não precisa ser economista ou atuar no mercado financeiro. Afinal, basta uma simples ida ao supermercado para percebermos quando o dinheiro perdeu valor, não é mesmo?

É sobre isso que falaremos neste artigo. Continue a leitura e confira!

Inflação e taxa de juros

Antes de mais nada, é compreendermos conceitos básicos como inflação. Podemos defini-la  como o aumento generalizado dos preços em um período determinado. Isso significa que ela não se refere somente a produtos ou serviços isolados. Ou seja, consideram um conjunto de itens consumidos regularmente pelas pessoas, como vestuários, produtos de higiene, alimentos, carros, etc..

Se você acompanha notícias sobre a inflação, já deve ter ouvido a expressão “cesta básica de produtos”, certo? Pois bem, essa cesta é formada a partir dos hábitos de consumo mínimos da população, e representa gastos com alimentação, moradia, saúde, transportes e vários outros.

Nosso objetivo hoje, é fazê-la compreender alguns fatores que estão por trás da alta dos preços. Além disso mostraremos de que forma isso afeta as taxas de juros e determina o que você consome e em que quantidade. Por isso, precisamos entender qual a relação entre inflação e taxa de juros.

Inflação e taxa de juros: qual a relação?

Sabe aqueles momentos em que chegamos nas lojas ou nos supermercados, e faltam produtos nas prateleiras? Dias depois, esses mesmos produtos reaparecem nos pontos comerciais, só que com preços mais altos.

Essa é a chamada inflação de demanda. Nesse sentido, ela acontece quando, por algum motivo, a procura por bens, ou serviços, aumenta mais do que o previsto.

Nessa situação, como não existem bens e serviços disponíveis para todos, isso acaba gerando uma certa disputa entre os consumidores. Como percebem essa disputa, as empresas sobem os preços de seus produtos ou serviços. Isso porque sabem que mesmo pagando mais caro as pessoas não deixarão de consumi-los. Este comportamento gera alta dos preços.

Para controlar essa alta dos preços, uma das alternativas do governo é subir a taxa de juros. Quando isso é feito, o dinheiro se torna mais caro, e isso desestimula as pessoas a continuarem consumindo excessivamente. Com menos consumo, há menos dinheiro circulando na economia. Dessa forma, a tendência é de que os preços retornem aos patamares anteriores à alta.

Agora, pense na situação oposta. Em momentos de crises econômicas, as pessoas consomem menos. Seja por falta de capacidade financeira ou por simples receio de gastarem as suas economias. Isso é ruim para as empresas, que precisam continuar vendendo para manter a sua atividade e os empregos de seus colaboradores.

Ao perceber o desaquecimento da atividade econômica, para impulsionar o consumo, o governo baixa a taxa de juros. Dessa forma, o crédito fica mais barato, o que incentiva a população a ir às compras novamente. Com o aumento do consumo, a economia volta a se fortalecer. Dessa forma, as empresas retomam os níveis de atividade que lhe permitem funcionar de forma sustentável.

Conclusão

É muito importante compreender a relação entre o movimento da taxa de juros e das oscilações dos preços dos produtos para evitar gastar mais do que o necessário. Esperar os preços baixarem pode ser uma ótima forma de evitar que seu dinheiro seja comido pela inflação!

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