Desmantelando uma vida financeira compartilhada? Saiba o que fazer!

Em agosto, publicamos a primeira parte deste artigo, intitulado Divórcio: novos começos, novos desafios financeiros para as mulheres. Hoje, seguimos o tema a partir do recomeço que passar por um divórcio proporciona, a partir do desmantelando da vida financeira compartilhada.

A primeira coisa que a Senhora A fez ao concluir que seu casamento estava chegando ao fim foi conversar com uma planejadora financeira pessoal, que havia trabalhado com o casal durante anos e conhecia o seu padrão de gastos. De acordo com a Senhora A, depois de dar uma olhada nas finanças do casal, a planejadora observou: “Uma transição de vida como o divórcio traz uma série de ajustes para as finanças da mulher.

Tudo deve ser ponderado, desde as fontes de renda, até o novo orçamento para custeio do padrão de vida que será necessário sustentar. Estes assuntos financeiros de relevância devem ser tratados com total atenção”. A planejadora ajudou a organizar uma proposta de orçamento financeiro sustentável para a Senhora A e não fez qualquer comentário negativo sobre o marido, Senhor B, agindo de forma imparcial.

A Senhora A teve a sorte de ter uma boa renda própria e como ela e o marido fizeram, durante os anos de casados, o planejamento financeiro mensal, puderam seguir suas vidas separados e com segurança financeira. Ao longo de um quarto de século juntos, eles acumularam bens e ativos substanciais, o que tornou a perda financeira menos dura, mas Dra Vanise da ElasBank observa: “Por sorte, o casal chegou a uma divisão amigável e equitativa de seus ativos, sem grande perda do padrão financeiro, e ainda fizeram um planejamento para a aposentadoria, que reduziu o impacto da divisão de bens, mas nem sempre acontece dessa forma e muitas mulheres sofrem também com o empobrecimento, além da perda afetiva decorrente da dissolução dos laços familiares.

A pressão psicológica da situação, os desgastes na relação e a ansiedade sobre o futuro, nem sempre permitem que os envolvidos estejam com a cabeça fria para resolver a situação com racionalidade, por isso, é muito importante organizar as finanças e planejar a separação, para que o casal não sofra também com a instabilidade econômica.”

A Senhora A. e seu marido agora estão divorciados já por algum tempo e continuam tendo uma boa relação amigável. “Quando eu não sabia quais seriam meus próximos passos, a ajuda de um planejador financeiro foi importante para me dar apoio. Naquela época, não existia uma ferramenta de planejamento financeiro online, como a que oferece a ElasBank, que é fundamental para organizar a vida financeira das mulheres, e que teria sido de grande ajuda naqueles tempos.”, diz ela.

Na ElasBank, “Pensamos muito em como criar soluções tecnológicas que possam ser usadas pelas mulheres em situação de divórcio, ou no caso de morte dos companheiros. Sabemos que a vida é complexa e cheia de surpresas, por isso, priorizamos a flexibilidade das soluções e não temos medo de percorrer os caminhos mais difíceis”, relata Eliane Tanabe que conhece a problemática de Planejamento Financeiro Pessoal por sua atuação de mais de 10 anos nesse ramo.

4 coisas fundamentais a se considerar quando se deixa de ter uma vida financeira compartilhada

Um passo inicial realmente crítico ao enfrentar a dissolução de um casamento é a divisão do patrimônio do casal, que exige fazer um inventário de ativos e dívidas. Essa é uma etapa muito importante no processo de divisão de bens. Somente quando tudo foi levantado é que se pode elaborar um plano para distribuí-los de forma justa. A Especialista em planejamento financeiro da ElasBank Eliane Tanabe aponta quatro áreas financeiras que toda mulher (ou casal) que está se divorciando deve considerar cuidadosamente:

1. Seus investimentos e outras propriedades

Há leis que regem a divisão de propriedades no divórcio. Se seus ativos financeiros são principalmente ações, títulos e dinheiro, dividi-los é muito simples, desde que haja acordo sobre o que constitui uma divisão “equitativa”, diz Eliane Tanabe Head de Planejamento Financeiro da ElasBank. As complicações vêm com ativos como opções de ações, imóveis geradores de renda, uma casa de férias, arte ou itens colecionáveis. Pode haver complicações adicionais nesses casos, se um dos parceiros for dono de uma empresa, por exemplo: é frequentemente difícil chegar a um acordo sobre qual o valor de uma empresa ou quem permanecerá com a propriedade e qualquer uma das partes terá direito a ela.

“O conselho típico para todos esses tipos de ativos é não manter a propriedade conjunta”, diz Eliane. Também é importante que você obtenha avaliações independentes e externas, acrescenta ela. Isso não apenas reduz a probabilidade de conflito, mas garante que você receberá o valor justo (ou pague o valor justo) no caso de uma compra.

2. Sua casa. Pode ser o lugar onde você criou seus filhos e que chama de lar

“Tente colocar suas emoções de lado, se puder.”, observa Eliane e continua:  “Um dos maiores desafios que meus clientes têm numa situação de divórcio, é tentar manter o lar conjugal quando eles não têm condição de pagar por ele, ou de manter as despesas associadas ao imóvel, depois do divórcio”. Se você decidir colocar sua casa no mercado, faça uma avaliação imediata para que você possa concordar com o preço de venda. Se houver controvérsias, cada parceiro pode querer uma avaliação separada. Às vezes, a venda pode ser a solução final, permitindo a divisão final do pagamento recebido.

3. O que fazer sobre a aposentadoria sem uma vida financeira compartilhada?

É sempre uma boa ideia incluir a opinião de um contador, ao falar com seu advogado de divórcio, sobre como lidar com esses ativos. Transferir planos de previdência de uma pessoa, ou parte dele, para outra requer cuidado especial para garantir que não haja implicações fiscais. Liquidar um plano de previdência, muitas vezes, não é uma boa ideia, pois podem ocorrer perdas fiscais e de aportes caso o empregador participe solidariamente com uma parcela dos aportes. Adicionalmente, devem ser considerados aportes ao INSS.

4. Como fica a renda mensal ou pensão alimentícia sem uma vida financeira compartilhada?

Como empresária, a Senhora A. tinha renda própria na época do divórcio. Mas muitas mulheres estão em uma posição muito diferente. Elas podem ter deixado suas carreiras para ter filhos e não trabalharam por um tempo. Outras podem ter uma renda menor do que seu cônjuge por causa de seus anos fora do mercado de trabalho. Nesse caso, deve-se calcular quanto dinheiro será necessário no futuro, para que possa receber o apoio conjugal que precisa. Ao fazer isso, Eliane aconselha: “Certifique-se de planejar adequadamente os potenciais problemas de saúde”. Você vai querer ter certeza de que qualquer acordo leva em consideração o potencial de acréscimo dos custos médicos, especialmente com o aumento da idade.

Adicionalmente, tem que ser levado em conta quem cuidará dos filhos, caso os tenham. Os custos de escola, alimentação, vestuário, etc devem ser compartilhados entre o casal também.

“O divórcio pode ser um momento emocional e financeiramente difícil”, conclui Dra Vanise. “Mas você pode sair do casamento sentindo-se mais forte e menos preocupada, com mais esperança, estabilidade e liberdade, inclusive por ter recebido o devido apoio de profissionais de finanças que lhe ensinam como tocar a vida financeira de forma segura no futuro.”

Quer saber mais sobre como se preparar financeiramente para o divórcio, confira também em nosso Blog o artigo: Divórcio: novos começos, novos desafios financeiros para as mulheres

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