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Treinando Líderes Financeiros desde a Infância

A maior riqueza neste mundo são os filhos. Nossas crianças não têm preço e gostamos de agradá-las e oferecer-lhes o que há de melhor neste mundo.

Todo dinheiro do mundo é incomparável ao valor de uma única criança, por isso, nossos filhos merecem receber bons conselhos de como ter uma vida financeira saudável, aprender hábitos de poupança e como planejar o seu futuro financeiro.

Queremos para os nossos filhos uma relação saudável com o dinheiro. Para isso, precisamos compreender a grande influência que exercemos na alfabetização financeira e digital dos nossos filhos e filhas.

Com as mães, as crianças, em geral, aprendem sobre economia doméstica, como usar o dinheiro nas compras diárias, os preços dos produtos e o tipo de consumo que podem exercer.

Com os pais, mais frequentemente, aprendem sobre contas a pagar, formas de poupar ou como adquirir bens duráveis como carros e imóveis. Sem que percebamos, nossos pais, mães e familiares, nos ensinam sobre hábitos e valores financeiros e de consumo, diariamente.

Para as crianças e jovens os adultos são sempre considerados pessoas que devem seguir e com quem devem aprender. Por isso, mesmo quando não estamos ensinando diretamente a nossos filhos, sobre finanças, lhes indicamos, cotidianamente, que padrões de consumo adotar. De forma subconsciente lhes repassamos informações sobre como se comportar com suas finanças pessoais, familiares e até mesmo empresariais.

A maneira como lidamos com o nosso próprio dinheiro e bens cria um padrão similar em nossos filhos. Se os adultos são consumidores compulsivos e têm dificuldades de ter limites ao consumir, se não buscam praticar um consumo sustentável, vão criar filhos com dificuldades de autocontrole de suas finanças pessoais.

Por isso, devemos prestar muita atenção na nossa própria relação com o dinheiro e devemos conversar com os filhos sobre dinheiro e consumo para ensinar-lhes estratégias básicas de planejamento financeiro.

A educação financeira tem que fazer sentido para a criança e para os adolescentes, então nada adianta o blá, blá, blá do ”É preciso poupar para o futuro”. Se nós não criarmos na família uma cultura da reserva financeira, nossos filhos também vão ter dificuldades de guardar para as necessidades futuras.

Se os adultos estão sempre gastando mais do que ganham, ou pegando crédito a juros altos no cartão desconsiderando seus gastos fixos, não vão fornecer um modelo de finanças sustentável para os filhos.

COMO PODEMOS MUDAR ESTA REALIDADE?

Primeiramente, não adianta ficar palestrando sobre finanças de forma vaga. É preciso atitude! Manter um diálogo contínuo ao longo de suas vidas e mostrar com ações como os filhos devem agir, quando se trata de dinheiro, é a melhor forma de educar os filhos financeiramente.

Você pode sempre encontrar os interesses das crianças e usá-los para introduzir conceitos como juros, taxas, proporcionalidade, julgamento financeiro e até mesmo ensinar-lhes a usar a intuição. Outra forma de ensiná-los é indicar estratégias para conter o desejo pelo consumo desenfreado. Aconselhe-os sempre a consumir apenas o necessário. Projetar expectativas de consumo planejado pode ajudar.

Procure encontrar os interesses de seus filhos para introduzir o assunto poupança e planejamento financeiro. Se ele quer comprar um computador como o do coleguinha, estabeleça uma mesada e faça um planejamento considerando quanto dinheiro ele deve poupar e, por quanto tempo, para conseguir adquirir este bem.

Mostre a eles bons exemplos de que aprender finanças é algo útil e interessante, continue aprendendo novos conceitos de finanças e vá lentamente tornando o tema familiar para elas e eles.

Ensinar aos filhos sobre a importância de ter uma boa postura acerca do consumo e do dinheiro corresponde a um modelo de educação moderno que gera maior segurança para eles no futuro.

Discutir socialmente sobre a importância de ter o tema educação financeira entre as disciplinas escolares, também é uma boa forma de motivar as escolas a adotarem o tema. As aulas de finanças já compõem a grade curricular de algumas escolas brasileiras que juntam as aulas de matemática a conceitos financeiros básicos como orçamento, pontuação de crédito, taxas de proporção, juros simples e compostos.

Falar sobre dinheiro, também pode ser uma forma de ensinar sobre solidariedade, sororidade, generosidade, preservação do meio ambiente, desenvolvimento socioambiental, igualdade e equidade de gêneros.

Os pais não devem tardar ou relutar em falar sobre dinheiro com os filhos e aqueles que sentem que não sabem o suficiente para ensinar, podem dar bom exemplo aos filhos, aprendendo junto com eles.

Nós da ElasBank acreditamos que o ciclo do analfabetismo financeiro só será interrompido com a ajuda diária dos pais no ensino de comportamentos financeiros sustentáveis. Ensine a seus filhos bons hábitos financeiros desde a tenra idade, e sempre que puder, pois assim, ele irá desenvolver as habilidades necessárias para exercer uma vida financeira saudável.

Mesmo que você não saiba por onde começar, e não tenha um bom plano de como ensinar finanças aos seus filhos, você poderá começar agora, a aprender junto com eles. Convide-os para uma jornada de parceria na educação financeira e lembre-se: Cada criança é única e aprende segundo o seu próprio ritmo, por isso, não é bom ficar comparando o desenvolvimento da aprendizagem de um filho com outras crianças, mesmo que sejam irmãos. Isso irá desmotivá-los, caso não se sintam valorizados pelo que aprendem e poderá criar um comportamento de evitar, quando a criança foge de falar de certos assuntos.

Os pais têm boa intuição de como ensinar aos filhos sobre dinheiro, mas podem contar com a parceria da escola e de empresas que contribuem para a educação financeira da população. Acima de tudo, confie em você, pois você sabe o que é melhor para seus filhos.